No mês passado, as negociações de Doha, que prometiam um comércio mais livre, falharam ostensivamente devido a uma pequena tecnicidade relativa às medidas de salvaguarda. Na verdade, as conversações sofreram um revés porque ninguém nem a Europa, nem os Estados Unidos, a China, a índia ou os outros principais países em desenvolvimento se mostrou disposto a ser alvo de censura política, mesmo que de curto prazo, ofendendo agricultores ineficientes e indústrias domésticas mimadas, de forma a criar maiores benefícios de longo prazo para praticamente todos.
Liberdade de expressão e participação popular são valores que não fazem parte do processo eleitoral angolano. Analistas de organizações holandesas não acreditam que as eleições tragam, em curto prazo, a democracia ao país africano.
Angola cresce a dois dígitos. É o maior produtor subsariano de petróleo, ultrapassando a Nigéria.
Não há nenhuma cabala generalizada de empresas estrangeiras contra os trabalhadores angolanos. O problema está no ensino.
Angola está a impor-se aos olhos do mundo como uma grande potência emergente no continente africano. Começará, progressivamente, a ter uma voz que terá que ser escutada no Mundo.
Dezasseis anos depois do último acto eleitoral, realizam-se a 5 de Setembro eleições legislativas em Angola. Depois dos recentes e trágicos acontecimentos no Zimbabué e no Quénia, a África precisa de experiências democráticas bem sucedidas.