Botânico de formação, crítico por natureza e defensor intransigente do meio ambiente assim se apresenta Jorge Paiva, O ambientalista nascido em Angola rejeita a produção de biocombustíveis a partir dos cereais, acusa o Protocolo de Quioto de estar cheio de truques" e culpa a sociedade economicista e as grandes companhias mundiais pelo desaparecimento galopante da biodiversidade.
De um momento para o outro, sem que o mundo de tal estivesse à espera, Angola começa a aparecer como uma potência emergente que há que levar em linha de conta. Para trás ficou a guerra intestina. A Paz cimenta-se dia a dia e o desenvolvimento acelerado impõe-se aos olhos da comunidade nacional e internacional.
De todos os países africanos, o Quénia será sem qualquer sombra para dúvidas aquele que mais empenho e vontade vem demonstrando no sentido de preservar e proteger o seu património natural, a sua vida selvagem e os seus ecossistemas. No entanto, um projecto para a produção de biocombustíveis agora aprovado ameaça o ecossistema do deita do Rio Tana consequentemente a boa reputação do Governo queniano na protecção do ambiente. População e ambientalistas não se conformam e estão no centro deste choque biológico em que uma fonte energética «verde» ameaça o ambiente.
Quando o assunto é o aquecimento global, abundam as histórias de terror extremas. Al Gore, por exemplo, tomou-se célebre ao dizer que um aumento catastrófico do nível do mar, em seis metros, inundaria as principais cidades do mundo.
Na próxima semana há eleições em Angola pela primeira vez em 16 anos. Esta é, sem dúvida, uma boa notícia. Mas, tirando esse facto, pouco se sabe sobre o que realmente se está a passar neste país africano. O silêncio dos média internacionais, e em particular dos portugueses, num período de campanha eleitoral, diz muito sobre as condições em que as eleições estão a ser preparadas.
Portugal pode perder influência em Angola para o Brasil, afirma o economista angolano Alves da Rocha, professor da Universidade de Católica de Luanda.