
Sendo Portugal o principal fornecedor de bens de consumo do mercado angolano, as suas empresas terão de se acautelar e preparar para um novo ciclo nas relações com Angola que passa por produzir localmente muitos dos produtos que actualmente exportam.
Victor Silva
Por maior ou menor que venha a ser o ruído sobre a forma como decorreram a preparação, o acto e os resultados das eleições gerais hoje em Angola, ninguém vai ferir a legitimidade do MPLA em continuar a governar o pais e de José Eduardo dos Santos manter-se como o factor congregador de um processo de reconstrução nacional que, já se viu, precisa mais do que betão e asfalto e tem de se virar, agora, para a satisfação das necessidades básicas de uma população que demonstrou, definitivamente, aceitar a paz como ganho maior destes quase trinta e sete anos de independência.
António Luvualu de Carvalho
Angola terminou a 20 de Julho a presidência da CPLP, na Cimeira de Chefes de Estado e de Governo da Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP) que decorreu em Maputo. O balanço da presidência angolana foi positivo já que a comunidade manteve um nível de organização excelente e foi possível pela primeira vez inaugurar uma sede em Lisboa.
António Amaro de Matos
Não acho que o presidente de um país emergente e cuja unidade se lhe deve, como é Angola, tenha menos legitimidade que os nossos reis. Escolheu como é óbvio, pessoas que conhece e em quem confia: os seus generais, que ganharam uma guerra, os dirigentes mais próximos, digamos, a sua corte.
Faustino Henrique
O debate político no país começa a assumir contornos que interessam a quem se exprime, a quem escuta a mensagem e a todo o país de uma maneira geral. Mal ou bem, os angolanos estão a construir os seus paradigmas em termos de prática democrática. O caminho democrático em Angola tem sido feito sob o slogan da “aprendizagem com os próprios erros” e o mais relevante é sabermos retirar bons ensinamentos a cada passo que damos. É natural que, nesta senda, ouçamos aqui e acolá, pontos de vista e posicionamentos que não convergem.
Em Setembro de 2008 foram prometidos, em quatro anos, um milhão de novos postos de trabalho para os angolanos. Da mesma forma que começa a elaborar-se uma agenda nacional para a diversificação da economia, faz-se urgente uma semelhante para o emprego.