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Avultados investimentos garantem o relançamento da economia nacional

O empréstimo bilionário da China a Angola de dois biliões de dólares norte-americanos, logo após a paz, tendo como meio de troca o crude, constituiu-se na principal alavanca para o relançar de uma economia desestruturada e inflacionada. Dependente das importações, com indústrias destruídas, sem vias rodoviárias e ferroviárias circuláveis. Este primeiro avultado empréstimo da China permitiu um grande ganho ao povo angolano no domínio da circulação de pessoas e bens. Foi possível construir novas estradas e caminhos-de-ferro – que hoje ligaram o país de Norte a Sul e Leste ao Oeste.

O petróleo deu muito mais ao país. Permitiu, em anos áureos, o acumular excessivo de reservas cambiais, o estabilizar da economia, o controlo da inflacção e o financiamento de projectos agrícolas e industriais que visam o relançar de uma economia monodependente, assim como a diversificar para evitar as importações de quase tudo.

Com a paz, foi possível o surgimento de uma classe empresarial financiada pelos bancos – até 2002, ano da paz, Angola não tinha meia dezena de bancos. Hoje, o país tem mais de duas dezenas. Havia apenas uma seguradora, a Ensa - empresa pública. O mercado dos seguros agora é competitivo e animado por cerca de duas dezenas de seguradoras.

Angola conseguiu tornar o diamante, um dos recursos minerais que financiou a guerra, numa fonte de riqueza apenas para fins benéficos. Através do processo kimberley, foi possível pôr fim ao comércio ilícito de diamantes, vulgo diamantes de sangue. Neste processo, Angola é reconhecida internacionalmente pelo seu excelente contributo. No domínio da agricultura, foram implementados vários projectos, com destaque para a Biocom - companhia de produção de açúcar e energias limpas (província de Malanje) projecto agrícola da Quiminha (Luanda), produção de cereais e ovos (província de Malanje) e o projecto agro-pecuário Aldeia Nova, no Waku Kungo, dentre outros. Já no domínio energético, tendo em conta o défice que o país tem, quer para consumo doméstico quer para o industrial, estão a ser executados vários projectos, dentre os quais a central do ciclo combinado do Soyo que começa a gerar electricidade a partir de 2017, com uma potência instalada de 750 me gawatts. A barragem de Laúca, no Cuanza Norte, cujas duas primeiras turbinas vão produzir 34o megawtts (mw) e a reabilitação e modernização da barragem de Cambambe, em curso desde 2009, que vai gerar 960 megawatts de energia e beneficiar oito milhões de pessoas.

No ramo dos transportes, além da construção das vias rodoviárias e férreas, foram construídos pelo menos oito aeroportos, em várias províncias, com destaque para o internacional da Catumbela, situado na província de Benguela. Neste momento, está em curso a construção do maior aeroporto internacional do país, em Luanda. Foram igualmente adquiridas, dentro dos 14 anos de paz, várias aeronaves para voos domésticos e internacionais. Em relação ao sector de geologia e minas, o ministério está a efectuar o levantamento e o cadastramento de todos os recursos minerais do país para a sua melhor gestão e exploração, assim como para diversificar a economia de forma sustentável.

Quanto à indústria, uma das áreas decisivas para o desenvolvimento de Angola, embora de forma tímida, estão a ser implantadas fábricas diversas em vários pólos industriais. De igual modo, destaca-se a Zona Económica Especial, um projecto industrial erguido em tempo de paz.

 

Fonte: Rede Economia & Finanças, 08 de Abril de 2016

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