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Angola apoia esforços da ONU

esforcos-onuAngola defende o esforço conjunto para o desarmamento das forças negativas, combate ao tráfico de drogas e de seres humanos, o crime transnacional organizado, o terrorismo e a pirataria, afirmou ontem o chefe do Estado-Maior General das Forças Armadas Angolanas, Geraldo Sachipengo Nunda.

Ao discursar na reunião do Comité dos Chefes de Estado-Maior General da Conferência Internacional sobre a Região dos Grandes Lagos (CIRGL), que antecipa a reunião extraordinária do Comité de Ministros da Defesa da organização, que decorre hoje, Geraldo Sachipengo Nunda lembrou que a insegurança e instabilidade afectam directamente o desenvolvimento económico e social dos países membros.

O general Nunda afirma que a visão de Angola é tornar a Conferência Internacional sobre a Região dos Grandes Lagos uma organização forte, com base jurídica regional estável e um sistema de segurança mais equilibrado, justo e inclusivo, que propicie uma atenção colectiva aos conflitos armados e aos seus efeitos trágicos para a população.

“A comunidade internacional tem-se preocupado, cada vez mais, com as novas ameaças e com o que elas representam à segurança dos Estados, comprometendo as suas economias e o bem-estar dos povos e com as crises que assolam os vários países, tal como ocorre, num ambiente mais restrito, na Região dos Grandes Lagos”, disse.

Além de mencionar as questões analisadas na reunião extraordinária, realizada em Maio deste ano, como a situação de segurança e humanitária vigente na República Centro Africana, no Burundi, Congo Democrático e Sudão do Sul, o general Nunda afirmou que “Angola apoia os esforços que visam fortalecer a capacidade das Nações Unidas na gestão de crises e considera o diálogo e a negociação como as melhores formas de resolução de conflitos”.

Geraldo Sachipengo Nunda disse que se mantém inalterável a questão financeira do sector de defesa da Conferência Internacional sobre a Região dos Grandes Lagos, pois desde 2013, ano em que os Estados membros consideraram a criação deste órgão, até ao ano em curso, só foram disponibilizados 1,8 milhões de dólares de um total de cinco milhões. A reunião tem lugar num contexto preocupante, em que se assiste ao agravamento da crise económica e social com reflexos muito negativos no continente, à tensão internacional, ao recrudescimento de conflitos e de disputas que exigem reflexão profunda, para que se encontrem soluções eficazes.

Compromisso com a paz

Geraldo Sachipengo Nunda falou ainda dos compromissos assumidos por Angola e o seu papel para a paz mundial. Nunda lembrou que o país é hoje membro não permanente do Conselho de Segurança das Nações Unidas, como resultado das recentes eleições, o que reflecte o compromisso com a paz, particularmente em África. Tal facto, acrescentou o general Nunda, aliado a outros a nível das organizações continentais, comprova o esforço do país na resolução dos mais variados conflitos que surgem e se expandem, em particular, pela parte central do continente.

“A sua participação como membro destas organizações, o seu empenho na resolução das disputas por via pacífica, mas também a preparação de forças para o emprego em operações de paz, dentro dos compromissos que foram assumidos a nível continental, são exemplos suficientes deste empenho”, sublinhou. Ainda no quadro das obrigações internacionais do país, Geraldo Sachipengo Nunda deu a conhecer que as FAA preparam-se para o engajamento em operações de paz e, neste contexto, participa com 433 efectivos, entre civis, militares e polícias, no exercício continental AMANI ÁFRICA II, cuja cerimónia inaugural teve lugar ontem, em Lohatla, África do Sul.

Os objectivos deste exercício são de avaliar o estado de prontidão e a capacidade de mobilização rápida da força africana em estado de alerta, para que atinja a plena capacidade operacional e também avaliar a capacidade africana de resposta imediata às crises nos processos de planeamento e execução de operações de intervenção em África.

Situação no Burundi

O chefe do Estado-Maior General das Forças Armadas do Burundi, major-general Prime Niyongabo, considerou relativamente calma a situação de segurança e humanitária vigente no seu país, apesar de \"pequenos incidentes\" registados em dois quartéis, na cidade de Bujumbura, capital do país, em protesto contra o terceiro mandato do Presidente Pierre Nkurunziza.

Prime Niyongabo acusou alguns jovens do seu país de estarem a travar o processo de paz. “Os problemas internos entre irmãos de um mesmo país resolvem-se internamente. Estamos a ver como solucioná-los para o bem do desenvolvimento económico e social do país”, disse.

Niyongabo informou que o Governo burundês já apresentou um plano de diálogo e que as forças armadas se mantêm unidas. A reunião decorre sem a presença das chefias militares do Ruanda, Sudão do Sul e da Tanzânia.

Fonte: Jornal de Angola, 20 de Outubro de 2015

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