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Atraso na água potável

A Empresa Pública de Águas de Luanda (EPAL) efectuou no bairro Zona Verde 3, no município do Benfica, 2.031 ligações domiciliárias, a 28 de Agosto. O processo insere-se no projecto das 700 mil Ligações, que começou em Abril de 2012 e tem duração de 27 meses. Até ao momento, porém, foram efectuadas pouco mais de 100 mil ligações – ou seja, cerca de 15% do projecto.

A empreitada, orçada em 400 milhões de dólares, é uma iniciativa do Governo de Angola e abrange os sete municípios da capital. Está a ser implementada pela Sinohydro e pela Guanxi – duas empresas chinesas. Hélder Tona, director do projecto na parte da Sinohydro, avança que, no Benfica, já foram efectuadas dez mil ligações: “Até Setembro do próximo ano teremos concluído os trabalhos nesta zona”, frisou.

O responsável lamenta o facto de serem os moradores quem cria os maiores constrangimentos. E revela: “Muitos retiram os contadores e vendem-nos. Noutros casos, quando chegamos a uma residência não habitada, deixamos a mangueira com um tampão e os moradores arrancam-no e, depois de encherem os recipientes, deixam a água a jorrar ao ponto de causar inundações”. Estas situações causam interrupções na execução do projecto – a somar ao facto de este ter sido lançado em Abril de 2012, mas só ter avançado efectivamente em finais desse ano.

Após a ligação à rede de distribuição de água, os clientes devem pagar a taxa de ligação, no valor de 15 mil kwanzas (120 euros), e celebrar o contrato. Manuel, que vive no bairro há mais de cinco anos e nunca teve água da rede, diz que este é um momento esperado “há anos”. “Vem acabar com um período difícil das nossas vidas”, acrescenta.

 

Fonte: Sol, 8 de Setembro de 2013

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