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Defendido estabelecimento de fronteiras entre áreas agrícolas e florestais

O director provincial do Instituto de Desenvolvimento Florestal (IDF) em Cabinda, Simão Zau, defendeu sexta-feira, nesta cidade, o estabelecimento de fronteiras entre as áreas agrícolas e as de exploração florestal, para se evitar a devastação desenfreada das florestas, em especial a do Maiombe.

Simão Zau, que se mostrou preocupado sobretudo com a forma como os camponeses vão derrubando mais árvores com a prática da agricultura itinerante, disse ser esta (agricultura itinerante) o principal factor que contribui para a destruição das florestas. Realçou que de acordo com o Fundo das Nações Unidas para Agricultura (FAO), a agricultura contribui com 64 porcento na destruição das florestas, enquanto a exploração florestal com apenas seis porcento.

O responsável do IDF em Cabinda alertou que os camponeses estão cada vez mais a mudar de áreas à procura de terras férteis, derrubando mais árvores e arrancando as raízes sem deixar hipótese para autogerminação da flora. Simão Zau sustenta que o programa de combate à fome e à pobreza deve ter em conta esta realidade, adoptando medidas que visem a fixação dos camponeses em determinados lotes com a introdução de técnicas modernas de agricultura, incluindo o uso de fertilizantes.

Referiu que com mais facilidades de acesso ao crédito o camponês tem mais possibilidade de arar bem a terra, pelo que, sem medidas cautelares para uma exploração sustentável, a floresta continuará a ser devastada.

 

Fonte: Angola Press, 7 de Setembro de 2013

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